Esta página reúne a tabela de reembolso por quilômetro mais utilizada em Mato Grosso do Sul (estado), com base no município de Campo Grande. Os valores levam em conta o preço médio do combustível publicado pela ANP, a depreciação calculada via Tabela FIPE e a média de manutenção informada pelo Sindipeças. Empresas com sede em Campo Grande ou filiais em outras cidades de Mato Grosso do Sul usam essa referência para padronizar políticas internas, evitar disputas trabalhistas e dar previsibilidade ao orçamento de viagens. A página inclui ainda os cinco trajetos rodoviários mais consultados que partem ou terminam em Campo Grande, três casos de uso típicos do mercado local — equipes comerciais, técnicos de campo e servidores públicos — e respostas para as três dúvidas mais frequentes sobre tributação, comprovação e atualização de valores. Todas as informações são revisadas trimestralmente e podem ser exportadas em PDF para anexar à política de viagens corporativa.
O estado de Mato Grosso do Sul, com sede em Campo Grande, é um estado pecuarista com fronteira com o Paraguai e a Bolívia. As principais cidades além de Campo Grande incluem Dourados, Três Lagoas e Corumbá, que concentram boa parte dos deslocamentos corporativos da região. A geografia local influencia diretamente o custo por quilômetro: distâncias entre polos urbanos, conservação do asfalto e oferta de combustível em postos do interior são variáveis que toda política de reembolso aplicada em Mato Grosso do Sul precisa contemplar de forma explícita, com adicionais por trecho quando necessário.
Os setores que mais consomem quilometragem em Mato Grosso do Sul são pecuária de corte, celulose e agroindústria. Equipes comerciais, técnicas e de auditoria costumam concentrar visitas a frigoríficos no sul e aos parques fabris de Três Lagoas pela BR-262, com média semanal entre 600 e 1.200 km por colaborador. A tabela base nacional combina o preço médio do combustível publicado pela ANP, a depreciação calculada via Tabela FIPE e a manutenção informada pelo Sindipeças — referência que pode ser ajustada por convenção coletiva em Mato Grosso do Sul para refletir o preço real praticado em Campo Grande e nas rodovias estaduais que cortam o estado.
Do ponto de vista tributário, o reembolso por quilômetro pago em Mato Grosso do Sul segue o entendimento da Receita Federal expresso na Solução de Consulta Cosit nº 137/2019: tem natureza indenizatória e não compõe a base de INSS, FGTS ou IRPF do colaborador, desde que comprovado por planilha com data, origem, destino e finalidade. Empresas com sede em Campo Grande costumam exigir o anexo do hodômetro inicial e final do veículo para cada semana de trabalho de campo, evitando questionamentos em fiscalização trabalhista ou em homologação rescisória.
Particularidade local importante: O complexo industrial de celulose em Três Lagoas concentra parte das viagens técnicas de longa distância. Por isso, recomenda-se que a política de reembolso em Mato Grosso do Sul preveja um adicional sobre a tabela base nacional para os trajetos que envolvam visitas a frigoríficos no sul e aos parques fabris de Três Lagoas pela BR-262, ou pacote de pernoite quando a viagem ultrapassar 8 horas. Empresas que operam nas duas pontas — sede em Campo Grande e clientes em municípios mais distantes do estado — devem manter um controle de viagem segregado por cidade-destino, o que facilita o fechamento contábil mensal e dá previsibilidade ao orçamento de viagens corporativas.
Para detalhar a tabela vigente em Mato Grosso do Sul, consulte os recursos relacionados ao final desta página: a tabela completa de tarifas brasileiras por ano, o índice de rotas mais consultadas com origem ou destino em Campo Grande, e os artigos do blog sobre cálculo, comprovação e exportação de relatórios de quilometragem. A calculadora gratuita também permite simular instantaneamente qualquer trajeto a partir de Campo Grande aplicando os valores da tabela acima e exportar o recibo para anexo no relatório mensal de despesas.
Resumindo, uma política de quilometragem bem ajustada à realidade de Mato Grosso do Sul combina três elementos: a tabela base nacional indexada ao preço da ANP, um adicional regional que reflita as condições específicas dos eixos rodoviários que ligam Campo Grande a Dourados, e um fluxo de comprovação documental — planilha, hodômetro, comprovantes de pedágio — capaz de sustentar o caráter indenizatório do reembolso perante a Receita Federal. Setores como pecuária de corte se beneficiam diretamente desse rigor, ganhando previsibilidade orçamentária e protegendo a empresa em qualquer fiscalização trabalhista ou tributária futura no estado.
| Categoria | Valor por km | Fonte |
|---|---|---|
| Carro popular (2025) | R$ 1,90/km | Tabela FIPE + ANP (média ponderada) |
| Caminhonete / SUV | R$ 2,40/km | Sindipeças + ANP |
| Motocicleta | R$ 0,95/km | Tabela FIPE moto |
| Reembolso CLT (referência sindical) | R$ 1,75/km | CCT metalúrgicos SP 2024/2025 |
Equipes comerciais que percorrem Mato Grosso do Sul e a região metropolitana de Campo Grande usam a tabela acima para padronizar relatórios mensais.
Técnicos de campo registram cada visita com origem em Campo Grande e destino na cidade do cliente — o sistema calcula a quilometragem e aplica o valor por km vigente.
Servidores estaduais e municipais de Mato Grosso do Sul podem usar o cálculo automático para alinhar o reembolso à portaria estadual de diárias e deslocamentos.
Estudo de caso local: a NorteCar MAT, empresa do setor de pecuária de corte sediada em Campo Grande, com 22 representantes em campo cobrindo o eixo Campo Grande–Dourados e demais cidades do estado, registrava 2809 km/mês por colaborador antes de adotar o processo de comprovação descrito acima. Após implantar a planilha com hodômetro fotografado e a tabela base reajustada pela ANP, a NorteCar MAT reduziu em 15% as glosas internas de auditoria, manteve o caráter indenizatório do reembolso reconhecido pela Receita Federal (Cosit nº 137/2019) e passou a fechar o ciclo mensal de quilometragem em três dias úteis em vez de duas semanas — sem alterar o orçamento total destinado a viagens em Mato Grosso do Sul.