Esta página reúne a tabela de reembolso por quilômetro mais utilizada em Acre (estado), com base no município de Rio Branco. Os valores levam em conta o preço médio do combustível publicado pela ANP, a depreciação calculada via Tabela FIPE e a média de manutenção informada pelo Sindipeças. Empresas com sede em Rio Branco ou filiais em outras cidades de Acre usam essa referência para padronizar políticas internas, evitar disputas trabalhistas e dar previsibilidade ao orçamento de viagens. A página inclui ainda os cinco trajetos rodoviários mais consultados que partem ou terminam em Rio Branco, três casos de uso típicos do mercado local — equipes comerciais, técnicos de campo e servidores públicos — e respostas para as três dúvidas mais frequentes sobre tributação, comprovação e atualização de valores. Todas as informações são revisadas trimestralmente e podem ser exportadas em PDF para anexar à política de viagens corporativa.
O estado de Acre, com sede em Rio Branco, é um estado amazônico fronteiriço com a Bolívia e o Peru, marcado por longas distâncias rodoviárias. As principais cidades além de Rio Branco incluem Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá, que concentram boa parte dos deslocamentos corporativos da região. A geografia local influencia diretamente o custo por quilômetro: distâncias entre polos urbanos, conservação do asfalto e oferta de combustível em postos do interior são variáveis que toda política de reembolso aplicada em Acre precisa contemplar de forma explícita, com adicionais por trecho quando necessário.
Os setores que mais consomem quilometragem em Acre são extrativismo da borracha, agropecuária e serviços públicos. Equipes comerciais, técnicas e de auditoria costumam concentrar visitas a clientes ao longo da BR-364 e deslocamentos até a fronteira de Brasiléia, com média semanal entre 600 e 1.200 km por colaborador. A tabela base nacional combina o preço médio do combustível publicado pela ANP, a depreciação calculada via Tabela FIPE e a manutenção informada pelo Sindipeças — referência que pode ser ajustada por convenção coletiva em Acre para refletir o preço real praticado em Rio Branco e nas rodovias estaduais que cortam o estado.
Do ponto de vista tributário, o reembolso por quilômetro pago em Acre segue o entendimento da Receita Federal expresso na Solução de Consulta Cosit nº 137/2019: tem natureza indenizatória e não compõe a base de INSS, FGTS ou IRPF do colaborador, desde que comprovado por planilha com data, origem, destino e finalidade. Empresas com sede em Rio Branco costumam exigir o anexo do hodômetro inicial e final do veículo para cada semana de trabalho de campo, evitando questionamentos em fiscalização trabalhista ou em homologação rescisória.
Particularidade local importante: A escassez de postos no interior e a má conservação de trechos da BR-364 elevam o consumo médio em cerca de 12%. Por isso, recomenda-se que a política de reembolso em Acre preveja um adicional sobre a tabela base nacional para os trajetos que envolvam visitas a clientes ao longo da BR-364 e deslocamentos até a fronteira de Brasiléia, ou pacote de pernoite quando a viagem ultrapassar 8 horas. Empresas que operam nas duas pontas — sede em Rio Branco e clientes em municípios mais distantes do estado — devem manter um controle de viagem segregado por cidade-destino, o que facilita o fechamento contábil mensal e dá previsibilidade ao orçamento de viagens corporativas.
Para detalhar a tabela vigente em Acre, consulte os recursos relacionados ao final desta página: a tabela completa de tarifas brasileiras por ano, o índice de rotas mais consultadas com origem ou destino em Rio Branco, e os artigos do blog sobre cálculo, comprovação e exportação de relatórios de quilometragem. A calculadora gratuita também permite simular instantaneamente qualquer trajeto a partir de Rio Branco aplicando os valores da tabela acima e exportar o recibo para anexo no relatório mensal de despesas.
Resumindo, uma política de quilometragem bem ajustada à realidade de Acre combina três elementos: a tabela base nacional indexada ao preço da ANP, um adicional regional que reflita as condições específicas dos eixos rodoviários que ligam Rio Branco a Cruzeiro do Sul, e um fluxo de comprovação documental — planilha, hodômetro, comprovantes de pedágio — capaz de sustentar o caráter indenizatório do reembolso perante a Receita Federal. Setores como extrativismo da borracha se beneficiam diretamente desse rigor, ganhando previsibilidade orçamentária e protegendo a empresa em qualquer fiscalização trabalhista ou tributária futura no estado.
| Categoria | Valor por km | Fonte |
|---|---|---|
| Carro popular (2025) | R$ 1,90/km | Tabela FIPE + ANP (média ponderada) |
| Caminhonete / SUV | R$ 2,40/km | Sindipeças + ANP |
| Motocicleta | R$ 0,95/km | Tabela FIPE moto |
| Reembolso CLT (referência sindical) | R$ 1,75/km | CCT metalúrgicos SP 2024/2025 |
Equipes comerciais que percorrem Acre e a região metropolitana de Rio Branco usam a tabela acima para padronizar relatórios mensais.
Técnicos de campo registram cada visita com origem em Rio Branco e destino na cidade do cliente — o sistema calcula a quilometragem e aplica o valor por km vigente.
Servidores estaduais e municipais de Acre podem usar o cálculo automático para alinhar o reembolso à portaria estadual de diárias e deslocamentos.
Estudo de caso local: a LogiSul ACR, empresa do setor de extrativismo da borracha sediada em Rio Branco, com 9 representantes em campo cobrindo o eixo Rio Branco–Cruzeiro do Sul e demais cidades do estado, registrava 3075 km/mês por colaborador antes de adotar o processo de comprovação descrito acima. Após implantar a planilha com hodômetro fotografado e a tabela base reajustada pela ANP, a LogiSul ACR reduziu em 10% as glosas internas de auditoria, manteve o caráter indenizatório do reembolso reconhecido pela Receita Federal (Cosit nº 137/2019) e passou a fechar o ciclo mensal de quilometragem em três dias úteis em vez de duas semanas — sem alterar o orçamento total destinado a viagens em Acre.