Construção e trades
Trades técnicos consomem mais quilometragem por funcionário do que qualquer outra categoria física.
Trades técnicos — encanadores, eletricistas, técnicos HVAC, paisagistas — consomem mais quilometragem por funcionário do que qualquer outra categoria física da economia. Um técnico de campo médio realiza 100 chamados/mês entre 10 e 25 km cada, totalizando 1.500 a 2.500 km/mês — frequentemente em van própria ou da empresa. Quando o veículo é da empresa, o custo já está embutido. Quando é próprio, cada quilômetro precisa virar reembolso ou dedução.
Estamos numa categoria de baixa documentação: o profissional foca em terminar o serviço, não em logar a OS. Este guia mostra como integrar log de quilometragem ao próprio fluxo de despacho (ServiceTitan, Jobber, Housecall Pro), tornando a documentação subproduto do trabalho — não um overhead extra.
Nos EUA, técnicos 1099 deduzem milhas no Schedule C linha 9, escolhendo entre standard rate (US$ 0,67/mi em 2025) ou método de gasto real. Para vans dedicadas com peso bruto > 6.000 lb, a Section 179 permite acelerar depreciação. Funcionários W-2 dependem do accountable plan; sem ele, o reembolso vira renda. Trips para descarte EPA-regulado (refrigerante HVAC, óleo de motor) devem ser logadas separadamente.
No Brasil, encanador/eletricista MEI tributa pelo DAS-MEI mensal e declara receita anual no DASN-SIMEI; quilometragem entra como custo operacional. Empresas no Simples Nacional anexam relatórios de despesa de veículo. CREA pode auditar profissionais habilitados em representações técnicas.
No México, técnicos sob honorarios deduzem combustível e mantenimiento com CFDI; RESICO simplifica para até MXN 3,5M de receita.
Duas estruturas: tarifa por chamado técnico (inclui transporte) e per-km adicional sobre o pagamento (não-tributável quando documentado). Em paisagismo, a complicação adicional é o reboque: quando o veículo puxa equipamento, alguns estados americanos permitem tarifa diferenciada que reflete consumo real.
Erros típicos em trades:
Trades técnicos com log integrado ao despacho recuperam de 8% a 14% do faturamento anual em dedução fiscal.